quarta-feira, maio 20, 2026

Deus também dorme


«Deus também dorme» é uma visão crítica do civilizado e do desumano, o suficiente para termos obrigação de participar na sua eventual contestação. Ela não representa apenas uma ida e volta, uma viagem de «uma pessoa só» ao «outro mundo» e, depois, o seu regresso ao estado «normal», no interior da sua classe ou grupo. Mais, chego a sentir como atrevimento esta minha reflexão sobre o modo como um «Deus que não dorme» deixou passar em falso um rol de crimes, quando - e não há outra explicação, pasme-se! - se deixou dormir.

Por outro lado, a «ofensa que corre mal» contém, frequentemente, comportamentos não intencionais e não planeados que aumentam o risco do ofensor. E pode este matar a vítima durante um crime sexual ou mesmo um roubo, aumentando, sem contar, o seu estatuto criminal para o de um homicida?

Enquanto único profiler criminal em Portugal, sensibilizado para as alterações súbitas da natureza humana, ouso sugerir que leiam este livro, para depois poderem dizer bem ou mal, sobre, pelo menos, a contradição e o paradoxo que constitui a base do «processo» que tentei descrever (e viver). 

P.V.P.: 15,00 €

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quinta-feira, novembro 30, 2023

Poesia e Prosa de Amor e Crime

 



(...) Desta feita, Barra da Costa centra-se na vitimização amorosa e de tudo quanto dali pode brotar. A dor e o sofrimento das vítimas “autênticas” não podem nunca ser esquecidos principalmente por quem lhes deu causa, independentemente da eficácia da justiça dos Homens. Coletivamente temos essa responsabilidade. (...)
(...) Não fosse a coragem de Barra da Costa em assumir nesta obra a sua experiência, fazendo parte da história, na linha do estudo de caso das Ciências Sociais, teria esta faceta da “pseudoviolência doméstica” sido enterrada sem que tivéssemos a oportunidade de saber que ela existe, é real, tem expressão, e por isso temos de ficar atentos e saber distinguir, como diz o povo, “o trigo do joio”.

Bem haja, Barra da Costa, por mais este contributo científico! (...)
Alberto Peixoto, In prefácio
P.V.P.: 14,00 €
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quinta-feira, novembro 30, 2017

Os Crimes de João Brandão (das Beiras ao Degredo)

“Quando abracei esta vida reprovada por todo o ser cristão e que nos coloca na posição mais ínfima, mais vil, mais repugnante da sociedade, foi porque a miséria me impeliu juntamente com a falta de caridade que encontrei no meu semelhante; o meu coração, contudo, não é desses ferozes que se vangloriam ao verem tudo nadando em sangue. Tenho aversão a isso e só na última necessidade, quando não nos possamos salvar sem lançar mão desse terrível recurso, é que aconselho a que se derrame. Além disso desejo que socorramos aqueles que ainda necessitam mais que nós. Tiraremos aos ricos, mas repartiremos também com os pobres. Com uma mão praticamos o crime, pois bem, com a outra pratiquemos a caridade: verdadeira religião cristã. Usarei de uns bilhetes com o meu nome e toda a pessoa que o apresentar a vocês deverá ser respeitada como se fora eu. Serei justo e imparcial para com os meus colegas. Eis aqui as minhas ideias e sentimentos, que desejo que sigam à risca.”

José do Telhado (in Souza, Rafhael (1874). A vida de José do Telhado, p. 26), apresentando as suas condições para aceitar o cargo de mestre, proposto pelos seus companheiros, aos quais pediu que jurassem em como se comprometiam a dar a vida uns pelos outros.

P.V.P.: 11,00 €
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