segunda-feira, abril 28, 2008

O Homem de Sempre e o Portugal de Hoje

"Mas, apesar das muitas reformas que têm vindo a ser introduzidas em Portugal, é muito difícil melhorar substancialmente o funcionamento da Justiça. E isto porque na sociedade não há compartimentos estanques e as instituições judiciárias e o direito positivo estando ao serviço da sociedade não só reflectem as relações de poder nela existentes como também muitos dos seus vícios. Ora a sociedade que temos, materialista por natureza, avilta os indivíduos, corrompe-os. Nós somos, na verdade, filhos de Rousseau, e sendo um homem um animal social, a sociedade exerce uma grande influência sobre ele, se a sociedade é injusta e corrupta, os indivíduos são corrompidos por ela, são corrompidos pelo materialismo."
P.V.P.: 12,00 €
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Imigrantes em Portugal: que Propensão Criminal?

"Alberto da Costa Ribeiro Peixoto que há muito vem recheabdo a sua experiência e a sua prática profissionais com interessada investigação no plano dos conceitos e dos princípios e, dessa forma, contribuindo para uma informação mais generalizada sobre temas e problemas que nos interpelam a todos como cidadãos comprometidos, traz-nos, agora, um olhar interrogativo sobra as relações possíveis entre Imigração e Criminalidade, no nosso país [...]. Tocando questões emblemáticas na aproximação aos problemas decorrentes da imigração, Alberto Peixoto deixa-nos basto0s elementos de estudo em matérias como as da exploração sexual e da criminalidade a esta associada, tomando o imigrante tanto pelo lado da autoria do crime como pelo da vítima das infracções em causa; da criminalidade ligada à viciação de vistos e de passaportes; da criminalidade violenta; etc. conduzindo, desse modo, o leitor até ao núcleo da conclusão final e das propostas de intervenção com que encerra o seu trabalho e onde deixa a silhueta não apenas do investigador, mas também do cidadão competente competente e solidário, carregando um projecto de esperança e de crença na humanidade pelo qual sente que vale a pena lutar."
Álvaro Laborinho Lúcio
In Prefácio
P.V.P.: 12,00 €
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quarta-feira, novembro 21, 2007

Ponte Insular Atlântica

A publicação da obra "Ponte Insular Atlântica - A Comunidade Cabo-Verdiana nos Açores" reveste-se de uma grande importância, por concorrer, de forma significativa, para um melhor conhecimento da realidade da imigração no nosso arquipélago, com especial incidência na comunidadecabo-verdiana.
Louvo, pois, Paulo Mendes, pela feitura e publicação desta obra, da qual se apura um sentido de tomada das medidas necessárias para uma verdadeira integração dessa comunidade na sociedade açoriana.
Na verdade, mais de cinco séculos de História deram aos Açores e a Cabo Verde um consistente grau de afectividade e de solidariedade que a distância geográfica não consegue diluir. Conjuntos atlânticos e de charneira com o outro continente, elos de ligação e lugares de encontro, os arquipélagos dos Açores e de CaboVerde são também espaços de povos de diáspora que, embora fortemente arreigados às terras de origem, facilmente se inserem noutros espaços sócio-culturais, sobretudo se entre a terra-mãe e tais espaços existe uma certa afinidade de percursos e de sentimentos. Sendo assim, é de esperar que a inevitável nostalgia dequem emigra seja compensada, neste espaço insular, pela hospitalidade açoriana e que esta se aproxime da tradicional hospitalidade que caracteriza o povo de Cabo Verde - por aquilo a que alguns chamam "amorabilidade". Ou, ditas as coisas por outras palavras, é, de facto, de desejar fortemente que a "sodade" seja atenuada pela "morabeza".

Carlos Manuel Martins doVale César
Presidente do Governo Regional dos Açores
Paulo Mendes afirmou-se já como um dos mais notáveis dirigentes associativos entre as comunidades imigrantes em Portugal, liderando a sua Plataforma e sendo uma voz autorizada em diferentes cenários. Agora, dá mais um passo, oferecendo maior densidade teórica à sua intervenção cívica. Com a obra "Ponte Insular Atlântica", sobre a comunidade cabo-verdiana nos Açores, aprofunda-se o conhecimento sobre a realidade migratória na região e constroem-se pontes para o futuro. Sempre com a certeza que a mobilidade humana constitui uma oportunidade para dar vida à Esperança que não devemos desperdiçar.
Rui Marques
Alto Comissário para a Imigração e Diálogo Intercultural
P.V.P.: 10,00 €